As palmadas educativas devem ser proibidas?

17-10-2010 16:11

   Quando a lei foi posta em discussão, muito se questionou sobre sua legitimidade. A maioria da população, em diversas pesquisas realizadas, se demonstrava contra, mas uma porção da sociedade tinha seus motivos para ser a favor. A seguir, colocamos os 'dois lados da moeda'  de uma maneira bem simples de entender para refletirmos um pouco mais sobre o assunto.

 Sim 
 

Apesar de existirem leis sobre o assunto,

elas não são claras e objetivas. O novo

projeto descreve detalhadamente o que

está ou não dentro da lei.

 

As palmadas não são para o bem da

criança, afinal não existem estudos que

comprovem os “benefícios” que elas

trazem para a educação da criança.

 

Em 24 países do mundo, a palmada

já foi abolida. Além disso, a lei viria

acompanhada de programas de

orientação para as famílias, já que

a lei não seria para ter consequências

imediatas.

 

Não existe palmada pedagógica, isso

se trata de uma enorme contradição,

pois estaria ensinando a criança a usar

a força para punir algo que esteja

errado. Além disso, não há como

especificar o limite da força a ser usada.

O melhor é cortar qualquer risco de um

tapinha virar surra.

 

Não

 

O que não falta é lei a respeito. A

constituição brasileira já proibe violência,

crueldade e opressão contra a crianças e

adolescentes. Não adianta criar mais leis, e

sim fazer cumprir as existentes.

 

É incoerente punir pais que usam a palmada

e deixar impune os verdadeiros espancadores.

Conscientizar a população sobre educação

sem violência seria mais eficaz. 

 

Dados científicos sobre a consequência das
palmadas nas crianças são inconsistentes, já

que levam em consideração apenas as

punições abusivas e não as palmadinhas. 

 

Os países que adotaram leis parecidas não

aprovam a proibição. O Estado não deve

intervir no lar de cada cidadão, e por

consequência, na educação dos filhos

também não.