O homem que calculava

O homem que calculava

   Provavelmente se você estivesse passeando em uma livraria ou biblioteca procurando um livro para ler e encontrasse um com o título: O homem que calculava, logo pensaria “ iiih matemática, contas, soma, multiplica, divide, logarítmo, nem pensar”. Acredite, nós pensaríamos a mesma coisa. Porém, tínhamos em casa este livro, empoeirado e guardado no armário pelos pais. Certo dia, não nos pergunte como e nem o porquê, resolvemos ler esse bendito livro. Ainda bem. Quebramos nossas expectativas e nos divertimos lendo-o, e hoje estamos aqui o recomendando.

   O Homem que Calculava é um livro escrito por Malba Tahan, pseudônimo do professor de matemática Júlio César de Mello e Souza, que fala da matemática sem perder o clima de aventura e romance.

   O livro conta as aventuras e proezas matemáticas do calculista persa Beremiz Samir na Bagdá do século XIII. O protagonista, com suas resoluções e explicações de modo extraordinário de problemas matemáticos e quebra-cabeças, torna-se lendário na antiga Arábia.

   A obra vai se tornando mais extraordinária e emocionante a cada capítulo. As resoluções aparentemente impossíveis do calculista se tornam fáceis ao final da explicação. Além disso, ao ler o livro, você se sente vivendo muitas aventuras dentro da paisagem do mundo islâmico medieval, aprendendo mais sobre esse mundo e também, claro, sobre matemática.

   O narrador da história, Hank Tade-Maiá, está viajando até Bagda e encontra Beremiz Samir, que, no desenrolar das conversas, logo revela suas fabulosas habilidades matemáticas. Chegando no destino desejado, Beremiz, após resolver alguns casos aparentemente insolúveis ( como divisão de herança, pagamento de dívidas, muitos casos contextualizados que nós, meros mortais, olhamos com dúvida e falamos: como vamos resolver isso!?!?, e ele vai lá, e resolve. Muito legal! ) , torna-se muito famoso tanto entre pessoas comuns quanto entre nobres, despertando a simpatia de uns e a inveja de outros. Emprega-se como secretário do Grão-vizir Ibrahim Maluf, enquanto Tade-Maiá fica como escriba deste mesmo ministro. Beremiz aceita também a tarefa de ensinar a matemática à filha do poeta Iezid, a misteriosa Telassim, por quem se apaixona. Suas habilidades são tão fenomenais e se tornam tão reconhecidas que até mesmo o califa Al-Motacém, importante figura daquela sociedade árabe, ouve falar de Beremiz e concede-lhe uma audiência para testar suas capacidades, onde o calculista seria avaliado por sete sábios. Tendo respondido brilhantemente todas as perguntas Beremiz tem direito à recompensa que quisesse.

   O final não vou contar e aumentar ainda mais sua curiosidade. É um final inesperado que faz valer a pena ter passado seu tempo lendo este livro. Por experiência própria, recomendamos esta leitura.

   “Por ter alto valor no desenvolvimento da inteligência e do raciocínio, é a Matemática um dos caminhos mais seguros por onde podemos levar o homem a sentir o poder do pensamento, a mágica do espírito.!” ( Beremiz Samir)

 

TAHAN, Malba. O homem que calculava. Rio de Janeiro, 2001. Editora Record, 300 p.